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Terapia ECMO na Am. Latina – Relatores reais de uma equipe de saúde Colombiana na linha frente no combate a pandemia

Terapia ECMO na Am. Latina – Relatores reais de uma equipe de saúde Colombiana na linha frente no combate a pandemia

A tecnologia tem sido um dos pilares fundamentais do combate à Covid-19 ao redor do mundo. Aliada à expertise profissional do cirurgião torácico colombiano Dr. Diego Pardo, tornou-se também uma ferramenta essencial para que ele pudesse percorrer seu país, e países vizinhos como o Equador, salvando vidas.

 

Dr. Pardo é presidente da Associação Colombiana de Cirurgia torácica, uma das maiores autoridades do país nessa especialidade e pioneiro no uso do ECMO, um aparelho de suporte extracorpóreo, que funciona como coração e pulmão artificiais, desenvolvido pela Getinge. O médico e sua equipe também capacitam profissionais de todo o país na utilização da terapia.

A partir de Barranquilla, no norte da Colômbia, o cirurgião comanda o Protorax[FZ1], centro de referência em ECMO, transplante pulmonar e tratamento oncológico com o uso de cirurgias minimamente invasivas. Com uma equipe multidisciplinar altamente especializada, provê serviços técnicos e capacitação profissional a grandes hospitais da Colômbia na parte de cuidados intensivos a pacientes críticos.

A parceria de Pardo com a Getinge teve início em 2014, quando ele e seu sócio no Protorax – o também cirurgião torácico Dr. Luis Fernando Rueda – começaram a explorar o potencial do ECMO e a se aprofundar no uso de oxigenadores. Como especialistas em doenças respiratórias, buscavam um equipamento com facilidade e segurança de manejo e uma plataforma que oferecesse informações estratégicas aos médicos.

“Queríamos um oxigenador confiável, com as certificações que considerávamos importantes e que não tivesse necessidade de peças de reposição, porque a literatura mostra que isso impacta na mortalidade de pacientes. Analisamos também os insumos que poderiam ser integrados ao ECMO”, detalha Pardo.

Outro ponto que pesou na escolha da tecnologia Getinge, segundo ele, foi a facilidade de transporte. Precisavam de um equipamento que permitisse à equipe se deslocar até os rincões mais distantes do país e sem acesso a recursos assistenciais, para atender pacientes em situação crítica.

Satisfeitos esses requisitos, nascia o Programa ECMO de Transporte, que possibilitou aos especialistas cruzar os céus da Colômbia para resgatar esses doentes.

“A Colômbia é um país com grande extensão territorial e poucos recursos médicos fora dos grandes centros. Começamos então a trabalhar com uma rede de ambulâncias aéreas. A tecnologia nos permitia ir até os pacientes críticos em diversas partes do país, iniciar o atendimento com ECMO no local para estabilizá-los e, depois, transportá-los para o nosso hospital e prosseguir com o tratamento”, explica Pardo.   

A chegada da Covid-19 à Colômbia, em março de 2020, trouxe novos desafios à equipe do Protorax, mas também intensificou a oportunidade de colocar à disposição dos pacientes uma expertise com o ECMO desenvolvida e aperfeiçoada durante seis anos.

O primeiro questionamento foi se, diante de uma doença até então desconhecida, mas sabidamente contagiosa, iriam manter o programa de transporte de pacientes. Decidiram que sim. O próprio Pardo passou a morar sozinho, longe da família, para dar continuidade ao trabalho:

“Outro ponto foi o dos recursos técnicos. Temos um histórico de uso do ECMO, de cânulas e de oxigenação, mas nada comparável ao que utilizamos hoje. Gastamos agora em um mês o que gastávamos em um ano. Outra necessidade foi ampliar a logística de transporte. O que antes era feito uma ou duas vezes no mês, se faz agora três ou quatro vezes na semana. Tivemos que otimizar recursos para levar a terapia do ECMO a mais pacientes, o que se mostrou fundamental na redução da mortalidade”, analisa Pardo.

Além disso, os especialistas do Protorax colocaram em prática outro projeto inovador: criaram uma ampla rede de informações para atender questionamentos de profissionais de saúde sobre a nova doença que se espalhava pelo país e o uso do ECMO e também para receber, via redes sociais, solicitações de pacientes para consultas e procedimentos.

Atualmente, o Protorax possui um canal muito ativo no Instagram (@cirurjanosdetorax), com mais de 1 mil publicações e cerca de 15 mil seguidores, no Facebook https://www.facebook.com/cirujanosdetorax/, e no Twitter (https://twitter.com/cirugiatoraxcol), além do site www.cirujanosdetorax.com

Uma das coisas que mais nos interessa é educar a sociedade sobre as enfermidades e sobre o que estão vivendo. Acreditamos que a única forma de romper a barreira da ignorância é a educação e, por isso, fazemos regularmente pelas redes sociais campanhas de câncer de pulmão, antitabaco, diagnóstico precoce de doenças pulmonares, proteção contra o coronavírus e também sobre os benefícios do ECMO”, explica.

Para o cirurgião, a Covid-19 trouxe várias constatações, entre elas a importância de contar com a força de um sistema de saúde que respalda os tratamentos que diminuem comprovadamente a mortalidade de pacientes. Além disso, ampliou a curva de aprendizagem com o ECMO e de treinamento de profissionais em todo o país.

“A pandemia, com toda a tragédia que provocou, nos mostrou duas coisas: a primeira é que a tecnologia influencia o resultado e que é necessário ter acesso a ela para reduzir a mortalidade. A segunda, é que pudemos comprovar a eficiência do ECMO em cuidados críticos. Isso já não faz mais parte do futuro, é algo que está disponível e do qual pacientes podem se beneficiar.

Nosso propósito agora é acelerar ainda mais, estarmos presentes em mais lugares e ajudarmos maior número de pessoas”, ressalta Pardo.

A saga real do Dr. Pardo e sua equipe no front de batalha contra a Covid-19 está contada no documentário “Héroes de Blanco”, produzido pela agência Dip Digital entre outubro de 2020 e março de 2021, e disponível no YouTube em https://youtu.be/sVECpGF0_go.

Acesse e conheça a luta diária desses profissionais que, por amor aos pacientes e ao seu ofício, não hesitaram em arriscar a própria vida, se separar de familiares e, para salvar vidas, superar o “pânico de enfrentar uma doença que não conhecíamos, não sabíamos como se transmitia, não sabíamos como nos proteger e não sabíamos como tratar”, conforme relata o Dr. Pardo no vídeo.

 [FZ1]Correto é  “o” Protorax, centro de referência

 

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